ISRAEL TAVARES ROQUE (1929-1964/1967)

 

 

 

Número do processo: 348/96

Filiação: Lygia Violeta Tavares Roque e Lydio José Roque

Data e local de nascimento: 03/01/1929, Nazaré (BA)

Organização política ou atividade: PCB

Data e local do desaparecimento: Entre 1964 e 1967, Rio de Janeiro (RJ)

Relator: Oswaldo Pereira Gomes, com pedido de vistas de Nilmário Miranda

Deferido em: 15/05/1997 por unanimidade

Data da publicação no DOU: 20/05/1997

A primeira prisão de Israel aconteceu ainda na década de 50, mais precisamente no dia 31/07/1953, quando trabalhava no jornal O Momento, órgão do PCB na Bahia. Já no segundo semestre de 1964, Israel seria detido por um policial baiano, em frente à Central do Brasil, no Rio de janeiro, e conduzido a uma delegacia que funcionava na estação. Seu irmão Peres o procurou lá, mas disseram que Israel não se encontrava naquela delegacia. Depois disso, nunca mais foi visto. No primeiro exame feito na CEMDP, o relator registrou a certeza da militância política de Israel no PCB da Bahia, motivo que o levara a ser preso na década de 50. Mas pediu indeferimento do processo, alegando não haver provas da última prisão, embora o irmão afirmasse que Israel fora detido em 15/11/1964, próximo à Central do Brasil, pelo mesmo policial que o prendera em Salvador, e por mais quatro agentes.

Houve pedido de vistas ao processo e foi realizada diligência para reunir provas a favor do pedido da família de Israel. No Arquivo Público do Rio de Janeiro, onde estão as fichas do extinto DOPS, foram encontrados documentos referentes a ele: um relatório de 18/5/1955, expedido pela polícia pernambucana, afirmando que Israel era um dos principais dirigentes comunistas do Comitê Municipal de Salvador; documento com data de 13/9/1957 fazendo referência ao relatório de 18/5/1955, da polícia pernambucana. E, por último, documento de 23/2/1958, que afirmava a existência de um relatório de janeiro de 1957, da polícia de Pernambuco, sobre o militante comunista e membro dirigente do Comitê Municipal de Salvador.

No parecer, o revisor indicou que os documentos mostram que Israel continuou trabalhando no jornal O Momento O Momento e militando no PCB,  e militando no PCB, sendo vigiado pela polícia política. Levou também em consideração as declarações de algumas pessoas, entre elas a professora Sônia de Alencar Serra, da Universidade Federal da Bahia, que serviram para comprovar a militância de Israel no PCB depois de 1953. Colheu, ainda, o depoimento de um capitão-de-fragata, amigo de um colega do requerente, informando que, na época, a pedido de seu amigo, buscou informações sobre Israel e que ele não teria sido preso pela Marinha, Exército ou Aeronáutica, e sim pela polícia política da Bahia, que informou ao DOPS do Rio que faria uma diligência no estado para prender Israel. Esse depoente dá como data da prisão “2º semestre de 1967”. A CEMDP seguiu o voto pelo deferimento do pedido.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s