Hyperledger

 

Hyperledger (ou o “Projeto Hyperledger”) é um projeto colaborativo envolvendo várias indústrias, iniciado em dezembro de 2015 pela Linux Foundation,[1] seu objetivo é suportar livros razão distribuídos com base na Blockchain. O seu foco é livros razão feitos para suportar transações de indústrias globais, incluindo as principais empresas de tecnologia, financeiras e logísticas, com o objetivo de melhorar vários aspectos da performance e robustez.[2] O projeto aspira unir um número de tentativas independentes para desenvolver protocolos e padrões abertos, provendo um framework modular que suporta componentes diferentes para usuários diferentes. Isso inclui uma variedade de blockchains, cada uma com seu consenso, modelos de persistência, e serviços para identidade, controle de acesso e contratos.

Histórico

Em Dezembro de 2015, a Linux Foundation anunciou a criação do projeto Hyperledger. Os primeiros fundadores do projeto foram anunciados em Fevereiro de 2016, e mais 10 membros que compõem o conselho de administração foram anunciados em 29 de Março.[3] Em 19 de Maio, Brian Behlendorf foi apontado como diretor executivo do projeto.[4]

No inicio de 2016, o projeto começou a aceitar propostas para bases de código e outras tecnologias a serem incubadas, para potencial inclusão como componentes centrais do Hyperledger. Uma das primeiras propostas foi para uma base de código que combina trabalhos prévios feitos pela Digital Asset Holdings (Blockstream’s libconsensus) e a OpenBlockchain da IBM.[5]Posteriormente, esse projeto foi renomeado para Fabric.[6] Em maio, o livro razão distribuído da Intel (Sawtooth) também foi incubado.[7]

Membros

Os primeiros membros da iniciativa incluem empresas que trabalham com blockchain (Blockchain, ConsenSysR3), outras empresas tecnológicas (CiscoDigital Asset HoldingsFujitsuHitachiIBMIntelNECNTT DATARed HatVMware), empresas financeiras (ABN AMROANZ BankBNY MellonCLS Group, CME GroupThe Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), Deutsche Börse GroupJ.P. MorganState StreetSWIFTWells Fargo), e outras (AccentureCalastone, Credits, GuardtimeIntellectEUSymbiont).

Motivação do projeto

Os primeiros membros da iniciativa incluem empresas que trabalham com blockchain (Blockchain, ConsenSysR3), outras empresas tecnológicas (CiscoDigital Asset HoldingsFujitsuHitachiIBMIntelNECNTT DATARed HatVMware), empresas financeiras (ABN AMROANZ BankBNY MellonCLS Group, CME GroupThe Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), Deutsche Börse GroupJ.P. MorganState StreetSWIFTWells Fargo), e outras (AccentureCalastone, Credits, GuardtimeIntellectEUSymbiont).

Motivação do projeto

De acordo com o Whitepaper do Hyperledger [8]:

As a fledgling technology, existing blockchain implementations have fallen short of meeting the multitude of requirements inherent in the complex world of business transactions. Scalability challenges, and the lack of support for confidential and private transactions, among other limitations, make its use unworkable for many business-critical applications. […] To meet the varied demands of the modern marketplace, Hyperledger has been designed for a broad array of industry-focused use cases, thereby extending the work of the pioneers in the field by addressing the existing shortcomings.

Em outras palavras, baseado no cenário atual de requisitos da indústria, foi identificado que as implementações atuais de blockchain não são suficientes. Problemas de escalabilidade, falta de suporte para transações privadas e outras limitações são citados como os principais culpados. A proposta do Hyperledger é justamente suprir esses requisitos a partir de uma série de casos de uso. A ideia também consiste de estender trabalhos existentes com o objetivo de mitigar as suas limitações. Vale destacar que o Hyperledger tem o foco na indústria, mais especificamente nas relações B2B e B2C.[8]

Objetivos

O objetivo principal do Hyperledger é criar uma plataforma útil, fácil de usar e robusta onde qualquer individuo interessado em construir um software baseado em blockchain pode usa-lá como base. Por motivos práticos, o Hyperledger pode nunca alcançar esse ideal que cobre todos os casos possíveis, mas o objetivo do time é chegar o mais perto possível.[8]

De maneira mais tangível, o projeto também define objetivos mais específicos como: modularidade, extensibilidade, facilidade de uso, variedade de métodos criptográficos. Cada um desses objetivos contribui para a visão geral do Hyperledger. Por exemplo, a modularidade contribui para a interoperabilidade entre sistemas que, por sua vez, potencializa a flexibilidade do projeto, e aumenta a cobertura de casos. A extensibilidade também contribui para aumentar a cobertura de novos casos, já que funcionalidades novas podem ser adicionadas.[8]

A conceito da modularidade é importante porque incentiva o desenvolvimento externo. Uma empresa não relacionada pode desenvolver novos módulos e contribuir para a melhora de módulos existentes. Generalizando, deve ser possível construir uma blockchain que não usa nenhum componente central do Hyperledger, mas ainda assim, se encaixar no seu framework. A troca de componentes a fim de satisfazer requisitos específicos também é um conceito central do Hyperledger. Por exemplo, alguns casos pedem um algoritmo rápido de consenso que requer alguma confiança, enquanto outros casos podem pedir menos velocidade com mais confiança.[8]

A extensibilidade e modularidade se provam como requisito central do projeto porque é inviável prever todos os usos futuros do Hyperledger e de tecnologias blockchain de uma maneira geral. Facilitar as contribuições externas pode incentivar o envolvimento de pessoas que contribuirão e usarão o Hyperledger.[8]

Requisitos propostos

Transações privadas e contratos confidenciais

O Hyperledger pretende suportar uma variedade de ferramentas criptográficas que devem garantir a presença de confidencialidade e privacidade. Essas ferramentas não devem prejudicar as propriedades de privacidade. Alguns casos de uso requerem confidencialidade mais básicas e otimizadas para performance que não são adequadas para o uso financeiro. O objetivo é suportar tanto o caso otimizado par performance quanto os casos mais sofisticados que pedem algoritmos criptográficos mais complexos.[8]

Identidade e auditabilidade

Em adição as transações privadas e confidenciais, o conceito de identidade baseado numa infraestrutura de chave pública completa os algoritmos criptográficos provendo a confidenciabilidade do Hyperledger. Além da infraestrutura de chave pública, o Hyperledger também deve prover suporte a uma documentação compreensível e imutável sobre essas identidades – incluindo os requisitos de confidenciabilidade associada a elas. O objetivo da documentação é suportar os casos que envolvem troca de identidade e auditoria. É importante notar que sempre deverá ser respeito o contrato inicial sobre a anonimidade da identidade. Por exemplo, se é previso que certa entidade é totalmente anonima, a documentação não incluirá nada que quebre esse acordo.[8]

Interoperabilidade

Como o Hyperledger propõe a utilização de vários componentes independentes, a interoperabilidade é proposta para que a interação entre esses elementos ocorra apesar de possíveis implementações fundamentalmente diferentes. Por exemplo, é esperado que haja a cooperação entre mais de um tipo de blockchain. Dessa forma, é dito que existe interação quando informação é trocada e utilizada por esses componentes. Para prover esse caso de uso, é definido um protocolo que permite a comunicação entre 2 ou mais blockchains.[8]

Portabilidade

A portabilidade em um nível de infraestrutura garante que o projeto Hyperledger funcione da mesma maneira em ambientes computacionais heterogêneos. O valor da portabilidade é explicitado ao ressaltar que o projeto deverá rodar com base numa grande combinação de blockchains, falhar em prover a portabilidade fere um principio geral do Hyperledger. A portabilidade em um nível de arquitetura tem significado parecido com o de modularidade: significa abstrair as interfaces dos componentes centrais para que não haja acoplamento de ambientes. Por exemplo, o componente de contratos inteligentes pode ser movido para uma unidade diferente de produção sem que haja necessidade de mudança a esse componente. [8]

Arquitetura

A arquitetura geral do Hyperledger consiste de 4 categorias:

  • Identidade (Identity)
  • Política (Policy)
  • Blockchain e contratos inteligentes (Smart Contracts)

De uma forma geral, essas categorias possuem responsabilidades específicas: a identidade é responsável por identificar as entidades participantes, a policy é responsável por regular o acesso e responsabilidades dessas entidades e o blockchain provê o serviço p2p que guarda o estado do sistema. Vale destacar que essas categorias são divisões lógicas do software e não necessariamente significam serviços fisicamente separados.[8]

Serviços de identidade

O requisito deste componente é identificar os componentes participantes da rede. Esses componentes incluem organizações participantes, validadores e transactors; Objetos contidos no livro razão e componentes mais tangíveis como: redes, servidores e ambiente de execuções.[8]

Serviços de política 

Os serviços de política permitem o gerenciamento das políticas de acesso ao sistema. Algumas dessas políticas incluem o gerenciamento do registro de novos membros e o controle de suas entradas e saídas. Esse serviço também é responsável pelo níveis de privacidade e as políticas de confiabilidade, responsabilidade e consenso. [8]

Blockchain

Os serviços de blockchain consistem de 3 partes:

  • Protocolo P2P.
  • Livro razão distribuído.
  • Gerenciador de Consenso.

O protocolo P2P funciona em cima da infraestrutura atual da internet e provê as capacidades de intercomunicação do sistema. O livro razão distribuído é a parte central do sistema e tem características parecidas com a de outros sistemas de criptomoedas. Por exemplo, o livro razão é responsável por manter e processar o estado do sistema e isso também é comum a bitcoin. Outras responsabilidades do livro razão distribuído sob o contexto do Hyperledger incluem: validar transações; calcular o hash de toda a base de dados de forma eficiente após cada bloco; minimizar a quantidade de dados necessários necessários para uma participante operar.[8]

Por fim, o gerenciador de consenso provê uma abstração para que outras partes do sistema utilizem os algoritmos de consenso de forma transparente. A ideia central é facilitar o uso e ao mesmo tempo prover um sistema flexível o suficiente para que novos procedimentos de consenso também possam ser adicionados.[8]

Incubação de projetos

Como um dos objetivos do Hyperledger é agregar contribuições externas, é adotada uma política de incubação para o gerenciamento dessas contribuições. Unidades de trabalhos são chamados de Projetos, e esses Projetos possuem um ciclo de vida [9]:

  • Proposta
  • Incubação
  • Maturidade
  • Depreciado
  • Fim de vida

Metodologias de gerenciamento similares são comuns a outros projetos open source, como o eclispe,[10] apache [11] e o OSGEO.[12] Até Julho de 2016, o Hyperledger possui dois projetos em fase de incubação, o Fabric e o Sawtooth.[13]

Sawtooth

O projeto Sawtooth, consiste na implementação de uma plataforma para construir e rodar livros razões distribuídos. O seu objetivo de modularidade é alinhado ao Hyperledger e é um dos motivos pela sua incubação. Diferente do Bitcoin, a proposta do Sawtooth é oferecer flexibilidade, desde transferências internacionais até aplicações de internet das coisas.[14]

Fabric

O fabric também é um projeto de tecnologias blockchain que oferece a possibilidade de encaixar várias implementações para certas funcionalidades. A versão de preview disponível em Julho de 2016 possui as seguintes features[15]:

  • Blockchain permissiva com finalidade imediata
  • Ambientes para a execução de contratos inteligentes
  • Módulos de consenso PBFT, NOOPS e SIEVE
  • Framework de eventos que suporta eventos predefinidos e customizados
  • SDK Client e API REST Básicas e Ferramentas CLI

Nessa mesma versão, estão presentes alguns BUGs e limitações, como [15]:

  • Alto tempo de resposta depois de testes de estresse.
  • Não possui eventos para peers no SDK.
  • Atributos no TCert não estão encriptados.

Referências

  1.  «Linux Foundation Unites Industry Leaders to Advance Blockchain Technology». 17 de dezembro de 2015
  2. Ir para cima «Linux Foundation’s Hyperledger Project Announces 30 Founding Members and Code Proposals To Advance Blockchain Technology». 9 de fevereiro de 2016. Consultado em 17 de fevereiro de 2016
  3. Ir para cima «Open Source Blockchain Effort for the Enterprise Elects Leadership Positions and Gains New Investments». 29 de março de 2016
  4. Ir para cima «Founder of the Apache Software Foundation Joins Linux Foundation to Lead Hyperledger Project». 19 de maio de 2016
  5. Ir para cima «Incubating Project Proposal: Joint DAH/IBM proposal». Tamas Blummer, Christopher Ferris. 29 de março de 2016. Consultado em 21 de junho de 2016
  6. Ir para cima «hyperledger/fabric»GitHub. Consultado em 23 de junho de 2016
  7. Ir para cima «Sawtooth Lake Hyperledger Incubation Proposal». Mic Bowman, Richard Brown. 14 de abril de 2016. Consultado em 21 de junho de 2016
  8. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m n o «Hyperledger Whitepaper». Consultado em 5 de julho de 2016
  9. Ir para cima «Hyperledger Project Lifecicle». Consultado em 6 de julho de 2016
  10. Ir para cima «Eclipse Development Process 2015». Consultado em 6 de julho de 2016
  11. Ir para cima «Apache Incubator». Consultado em 6 de julho de 2016
  12. Ir para cima «OSGEO Incubation Process». Consultado em 6 de julho de 2016
  13. Ir para cima «Hyperledger github». Consultado em 6 de julho de 2016
  14. Ir para cima «Sawtooth introduction». Consultado em 6 de julho de 2016
  15. ↑ Ir para:a b «Fabric Releases». Consultado em 6 de julho de 2016
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Conheça o Sci-Hub: o Pirate Bay dos artigos acadêmicos

http://sci-hub.io/

scihub

A filosofia é exatamente essa: dar acesso livre a todos os artigos científicos publicados – até agora, e também no futuro. Esse propósito está, aliás, estampado na página de abertura da plataforma (http://sci-hub.io), que clama ser a primeira a prosseguir, e a concretizar, este objetivo. Com quase 50 milhões de artigos no seu portfólio, deve estar, aliás, muito perto de conseguir disponibilizar tudo quanto já se publicou no universo das revistas científicas.

Consultando

O site funciona em três etapas. Primeiro, quem busca algum artigo insere o link ou o código DOI da obra a qual deseja ter acesso. Depois, a plataforma tenta baixar o artigo solicitado buscando por uma cópia no banco de dados LibGen, um banco de conteúdo pirata, que hospeda mais de cem milhões de livros (provavelmente aquele PDF que você nunca encontrou no Google está lá), e que abriu suas portas para trabalhos acadêmicos em 2012 e agora contém mais de 48 milhões de artigos científicos.

No entanto, a terceira etapa é a parte engenhosa do sistema: se LibGen ainda não tiver uma cópia do documento, o Sci-Hub tem uma segunda maneira de ignorar o pedido por pagamento da revista científica: o compartilhamento de senhas. O site conta com uma rede global de compartilhamentos de senhas e acessos a proxies de universidades que disponibilizam para seus estudantes o conteúdo aberto de algumas publicações científicas.

Isso permite que o Sci-Hub encaminhe o usuário direto para o PDF do artigo que ele quer acessar, através de senhas ou proxies universitários, editoras como JSTOR, Springer, Sage e Elsevier. Depois de entregar o artigo para o usuário em questão de segundos, o Sci-Hub doa uma cópia do documento para LibGen, sendo desnecessário acessar novamente o site da universidade na próxima requisição, e o artigo fica então armazenado para sempre, acessível por todos e qualquer um.

Fonte: http://partidopirata.org/conheca-o-sci-hub-o-pirate-bay-dos-artigos-academicos/

Aaron Swartz – O Menino da Internet

Aaron Hillel Swartz (Chicago, 8 de novembro de 1986  – Nova Iorque, 11 de janeiro de 2013) foi um programador americano, escritor, organizador político e ativista na Internet. Swartz é co-autor da especificaçãoRSS. Foi um dos fundadores do Reddit e da organização ativista online Demand Progress. Era também membro do Centro Experimental de Ética da Universidade Harvard.

Em 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso pelas autoridades federais dos Estados Unidos, após usar a rede doMIT para descarregar sem cobrança grandes volumes de artigos da revista científica JSTOR, acusado pelo governo dos EUA de crime de invasão de computadores – podendo pegar até 35 anos de prisão e multa de mais de um milhão de dólares – pelo fato de ter usado formas não convencionais de acesso ao repositório da revista. Ele já havia sido processado antes por distribuir informações em domínio público que tinham seu acesso similarmente restrito, mas as acusações foram retiradas.

Swartz era contrário à prática da JSTOR de compensar financeiramente as editoras, e não os autores, e de cobrar o acesso aos artigos, limitando o accesso para finalidade acadêmicas.

Dois anos depois, na manhã de 11 de janeiro de 2013, Aaron Swartz foi encontrado enforcado no seu apartamento em Crown Heights, Brooklyn – num aparente suicídio. Após sua morte, a promotoria federal em Boston retirou as acusações contra ele.

Vida e trabalho

Swartz nasceu em Chicago,Illinois, filho de Susan e Robert Swartz, em uma família judia. Seu pai tinha uma empresa de software, a Mark Williams Company, e, desde pequeno, Swartz interessou-se por computação, estudando ardentemente aspectos da Internet e sua cultura.

Aos 13 anos, Swartz ganhou o prêmio ArsDigita para jovens criadores de “websites não comerciais, úteis, educacionais e colaborativos”. O prêmio incluía uma viagem para o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e encontros com pessoas notáveis da Internet.

Aos 14 anos Swartz colaborou com especialistas em padrões de rede, como membro do grupo de trabalho que inventou a Especificação 1.0 do RSS. Sobre Swartz, a jornalista Virginia Heffernan escreveu no Yahoo! News: “Ele agitou sem cessar – e sem compensação financeira – o movimento em prol da cultura livre.”

W3C

Em 2001 Swartz juntou-se ao grupo de trabalho do RDF na World Wide Web Consortium (W3C), onde foi o autor do RFC 3870, Application/RDF+XML Media Type Registration. O documento descreve um novo tipo de mídia para a web, “RDF/XML”, criado para suporte a Web semântica.

Markdown

Swartz foi também co-autor do Markdown um padrão de marcação simplificada derivado de HTML e de seu tradutor html2text.

Infogami, Reddit, Jottit

Swartz frequentou a Stanford University. Depois do verão de seu primeiro ano, ele participou do Y Combinator’s first Summer Founders Program, onde iniciou sua empresa de software Infogami. A plataforma wiki da Infogami foi usada para suportar o projeto Open Library do portal Internet Archive e web.py, web framework que Swartz havia criado, mas ele sentiu que precisava de colaboradores para prosseguir. Os organizadores do Y-Combinator então sugeriram que a Infogami fizesse fusão com a Reddit, o que aconteceu em novembro de 2005.

Em outubro de 2006, a Reddit foi adquirida pela Condé Nast Publications, proprietária da revista Wired. Swartz mudou com sua companhia de San Francisco para trabalhar na Wired. Swartz achou a vida no escritório desagradável então deixou a empresa.

Ativismo

Em 2008 Swartz fundou a Watchdog.net, “the good government site with teeth,” (o site do bom governo, com dentes) para agregar e visualizar dados sobre políticos. No mesmo ano, ele escreveu um manifesto de grande circulação chamado Guerilla Open Access Manifesto.

Em 2010, Swartz co-fundou a Demand Progress, um grupo político de defesa para organizar as pessoas on-line para “agir contatando o Congresso e outros líderes, finaciar táticas de pressão e espalhar a palavra” sobre as liberdades civis, reformas do governo e outras questões.

Durante o ano lectivo de 2010-11, Swartz realizou estudos de investigação sobre a corrupção política como um Lab Fellow no Laboratório de Pesquisas sobre Corrupção Institucional – Edmond J. Safra na Harvard

O autor Cory Doctorow, em seu livro, Homeland, “baseou-se em conselhos de Swartz de estabelecer que seu protagonista poderia usar a informação já disponível sobre os eleitores para criar uma campanha política anti-establishment de raiz.” Em um posfácio para a novela, Swartz escreveu: “estas ferramentas [de hacktivismo político] podem ser usadas por qualquer pessoa motivada e talentosa o suficiente… Agora cabe a você mudar o sistema… Diga-me se posso ajudar.”

Stop Online Piracy Act

Swartz em 2012, protestando contra a Stop Online Piracy Act (SOPA)

Swartz foi fundamental na campanha para impedir a passagem da emenda Stop Online Piracy Act (SOPA), que procurando combater a violação de direitos autorais na internet, foi recebida com críticas No seguimento da derrota da proposta de lei, Swartz foi convidado para falar na F2C: O evento em Washington, D.C. Freedom to Connect 2012em 21 de maio de 2012. O título da sua palestra era “Como Nós detivemos a SOPA” e ele informou a plateia:

Este projeto de lei de fechar sites inteiros. Essencialmente, impede os americanos de se comunicarem inteiramente com certos grupos …Liguei para todos os meus amigos e ficamos a noite toda criando um site para este novo grupo, Demand for Progress, com uma petição online contra essa lei nociva …. Nós conseguimos… 300 mil assinantes …. Nós nos reunimos com o pessoal de membros do Congresso e insistimos com eles …. E, mesmo assim, foi aprovada por unanimidade …

E então, de repente, o processo parou. O senador Ron Wyden bloqueou esse projeto de lei.

Ele acrescentou: “Nós ganhamos essa luta, porque todo mundo foi o herói de sua própria história. Todo mundo teve seu trabalho de salvar esta liberdade fundamental “. Ele estava se referindo a uma série de protestos contra o projeto de lei por inúmeros sites que foi descrito pelo Electronic Frontier Foundation como o maior na história da Internet, com mais de 115 mil sites, alterando suas páginas.

Wikipédia

Swartz no Boston Wikipedia Meetup em 2009

Swartz era um editor voluntário da Wikipédia, e em 2006, ele concorreu sem sucesso para o Conselho de Curadores da Fundação Wikimedia. Também em 2006, Swartz escreveu uma análise de como os artigos da Wikipédia são escritos, e concluiu que a maior parte do conteúdo real vem de dezenas de milhares de colaboradores ocasionais, ou “outsiders”, cada um dos quais pode não fazer muitas outras contribuições para o local, enquanto um grupo de 500 a 1.000 editores regulares tendem a corrigir a ortografia e outros erros de formatação. De acordo com Swartz: “os formatadores ajudam os contribuidores, não o contrário”.

Suas conclusões, com base na análise de editar histórias de vários artigos selecionados aleatoriamente, contradizia o parecer do co-fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, que acreditava que o núcleo dos editores regulares estavam fornecendo a maior parte do conteúdo enquanto milhares de outras pessoas contribuíram para problemas de formatação. Swartz chegou às suas conclusões através da contagem do número total de caracteres adicionados por um editor a um determinado artigo, enquanto Wales tinha contado o número total de edições.

Tor2web

Em 2008, Swartz trabalhou com Virgil Griffith para o design e a implementação do Tor2web, um proxy http dosserviços ocultos do TOR. O Proxy é desenhado para prover um acesso fácil através de um navegador básico.

Open Library

Foi relatado que após a sua morte por volta de 2006, Swartz adquiriu a ‘Biblioteca do conjunto de dados bibliográfica completa do Congresso’: a biblioteca cobrava taxas para ser acessada, mas como um documento do governo, não foi protegido por direitos autorais nos EUA. Ao publicar os dados sobre OpenLibrary, Swartz os tornou disponível gratuitamente. O projeto ‘Library of Congress’ recebeu aprovação pelo Escritório de Copyright. Outras fontes mostram que o arquivo foi doado ao Internet Archive a partir do sistema de biblioteca de ‘Plymouth State University’, Scriblio. Independentemente da fonte, o arquivo se tornou a base para o Open Library, com Swartz como designer-chefe.

PACER

Em 2008, Swartz baixou e lançou cerca de 2.7 milhões de documentos da corte federal armazenados na database do PACER (Public Access to Court Electronic Records) gerenciado pelo Administrative Office of the United States Courts.

O Huffington Post caracterizou suas ações como: “Swartz baixou documentos judiciais públicos do sistema PACER em um esforço para torná-los disponíveis fora do caro serviço. O movimento chamou a atenção do FBI, que finalmente decidiu não apresentar queixa de como os documentos são, de fato, públicos”.

PACER estava cobrando 8 centavos por página para obter informações que Carl Malamud, que fundou o grupo sem fins lucrativos Public.Resource.Org, sustentou que deve ser livre, pois os documentos federais não são abrangidos pelos direitos de autor. As taxas foram “passadas de volta aos tribunais para financiar a tecnologia, mas o sistema [correu] com um excedente orçamental de cerca de US$ 150 milhões, de acordo com relatórios do tribunal”, relatou o The New York Times. PACER utilizou tecnologia que foi “concebido nos tempos antigos de modens de telefone screechy … colocar [ting] um sistema legal da nação atrás de uma parede de caixa e truque.” Malamud apelou aos colegas ativistas, instando-os a visitar uma das 17 bibliotecas que realizam um teste gratuito do sistema PACER, para download de documentos judiciais, e enviá-los a ele para distribuição pública.

Depois de ler o chamado de Malamud para a ação, Swartz usou o script de computador Perl rodando num servidor em nuvem da Amazon para baixar os documentos, usando as credenciais da biblioteca de Sacramento. De 4 a 20 de setembro de 2008 ele acessou os documentos e carregou-os para um serviço de computação em nuvem. Ele lançou os documentos na organização de Malamud.

Em 29 de setembro de 2008, o GPO suspendeu o teste gratuito, “enquanto se aguarda uma avaliação” do programa. As ações de Swartz foram investigadas pelo FBI. O caso foi encerrado após dois meses sem acusações apresentadas. Swartz aprendeu os detalhes da investigação, como resultado da apresentação de um pedido da FOIA com o FBI e descreveu sua resposta como a “bagunça habitual de confusões que demonstra falta de senso de humor do FBI.” PACER ainda cobra por página, mas os clientes que usam o Firefox tem a opção de salvar os documentos para acesso público livre com um plug-in chamado RECAP.

Em um memorial de 2013 sobre Swartz, Malamud lembrou seu trabalho com PACER. Eles trouxeram milhões registros da U.S. District Court para fora através do “pay wall” do PACER, ele disse, e encontrou-os cheio de violações de privacidade, incluindo registros médicos e os nomes crianças menores e informantes confidenciais.

Enviamos nossos resultados aos juízes Chefes de 31 Tribunais Distritais … Eles relataram esses documentos e gritaram com os advogados que lhes arquivaram … A Conferência Judicial mudou suas regras de privacidade. … [Para] os burocratas que dirigiam o Departamento Administrativo dos Tribunais dos Estados Unidos … nós eram os ladrões que levaram 1,6 milhões dólares de sua propriedade. Então eles chamaram o FBI … [O FBI] encontrou nada de errado.

Malamud escreveu um relato mais detalhado de sua colaboração com Swartz sobre o projeto Pacer em um ensaio que aparece em seu site.

Escrevendo no Ars Technica, Timothy Lee, que mais tarde fez uso dos documentos obtidos por Swartz como um co-criador do RECAP, ofereceu alguns insights sobre discrepâncias nos relatórios sobre o quanto de dados que Swartz tinha baixado: “Em um cálculo back-of-the-envelope poucos dias antes que o rastreamento externo foi desligado, Swartz imaginou que ele ficou com em torno de 25 por cento dos documentos do PACER. The New York Times semelhante relatou que Swartz tinha baixado “um 20 por cento da base de dados estimada”. Com base no fatos de que Swartz baixou 2,7 milhões de documentos enquanto PACER, no momento, continha 500 milhões, Lee concluiu que Swartz baixou menos de um por cento da base de dados.

Wikileaks

Em 27 de dezembro de 2010, Swartz ajuizou a Freedom of Information Act (FOIA) pedindo para aprender sobre o tratamento de Chelsea Manning, alegada fonte do WikiLeaks.

DeadDrop

Em 2011-2012, Swartz e Kevin Poulsen desenhou e implementou o DeadDrop, um sistema que permite informantes anônimos enviarem documentos eletrônicos sem medo de divulgação. Em maio de 2013, a primeira instância do software foi lançada pelo The New Yorker sob o nome Strongbox. O Freedom of the Press Foundation tomou desde sobre o desenvolvimento do software, que foi renomeado SecureDrop.

JSTOR

De acordo com autoridades estaduais e federais, Swartz usou a JSTOR, um repositório digital, para fazer download de uma grande quantidade de revistas científicas e artigos através da rede de Internet do MIT entre as últimas semanas de 2010 e começo de 2011. Até então, Swartz era um pesquisador da Universidade de Harvard, a qual lhe forneceu uma conta da JSTOR. Visitantes do “open campus” do MIT são autorizados a acessar a JSTOR através da rede da universidade.

As autoridades alegaram que Swartz fez download dos documentos através de um notebook conectado a umswitch de rede em um bastidor de acesso restrito pelo MIT. A porta do bastidor foi mantida destrancada, segundo reportagens da imprensa.

Prisão

Na noite de 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso próximo ao campus de Harvard pela polícia do MIT e agentes secretos do Estados Unidos. Ele foi indiciado no Tribunal do Distrito de Massachusetts por duas acusações estaduais: arrombamento e invasão com intenção de cometer um crime.

Processo

Em 11 de julho de 2011, Swartz foi indiciado por um júri federal por acusações de fraude eletrônica, fraude de computador, por obter ilegalmente informações de um computador protegido, de forma imprudente e por danos a um computador protegido.

Em 17 de novembro de 2011, Swartz foi indiciado por um grande júri do Middlesex County Superior Court em acusações estaduais de invasão de domicílio com a intenção de cometer um crime, apropriação indébita, e acesso não autorizado a uma rede de computadores. Em 16 de dezembro de 2011, procuradores estaduais entraram com uma notificação de que eles estavam soltando as duas acusações originais; as acusações constantes de 17 de novembro de 2011 foram retiradas em 8 de março de 2012. De acordo com um porta-voz da promotoria do condado de Middlesex, as acusações estatais foram retiradas, a fim de permitir que o processo federal prosseguisse sem entraves.

Em 12 de setembro de 2012, o Ministério Público Federal entrou com um indiciamento substitutivo acrescentando mais nove acusações criminais, o que aumentou a exposição penal máxima de Swartz para 50 anos de prisão e US$ 1 milhão em multas. Durante as negociações para confissão com os advogados de Swartz, o Ministério Público ofereceu a recomendação deuma sentença de seis meses em uma prisão de baixa segurança, se Swartz se declarasse culpado de 13 crimes federais. Swartz e seu principal advogado rejeitaram esse acordo, optando por um julgamento em que os promotores teriam sido obrigados a justificar sua busca por Swartz.

O processo federal envolveu o que foi caracterizado por muitos críticos como o ex-conselheiro de Nixon na Casa Branca, John Dean como uma “sobrecarga” de acusações (13-count) e repressão de “excesso de zelo” por supostos crimes de computador, interposto pela procuradora dos EUA do Massachusetts Carmen Ortiz. Enfrentando potencial encarceramento por alegadas infrações penais para as vítimas, do MIT e JSTOR e, se recusou a prosseguir com o contencioso cível. Swartz cometeu suicídio em 11 de janeiro de 2013.

Após sua morte, os procuradores federais retiraram as acusações. Em 04 de dezembro de 2013, devido a um termo da Lei de Liberdade de Informação um editor da Wired pediu para que todos os documentos fossem divulgados pelo Serviço Secreto, incluindo um vídeo do Aaron entrando num closet da rede do MIT.

Morte, Funeral e Memorial[editar | editar código-fonte]

Morte[editar | editar código-fonte]

Na noite de 11 de janeiro de 2013, Swartz foi encontrado morto em seu apartamento no Brooklyn por seu parceiro, Taren Stinebrickner-Kauffman. Uma porta-voz do New York’s Medical Examiner informou que ele havia se enforcado. Nenhuma nota de suicídio foi encontrada. A família de Swartz e seu parceiro criou um site memorial em que se emitiu uma declaração, dizendo: “Ele usou suas habilidades prodigiosas como um programador e tecnólogo não para se enriquecer, mas para tornar a Internet e o mundo mais justos e um lugar melhor”.

Dias antes do funeral de Swartz, Lawrence Lessig elogiou seu amigo e algum cliente em um ensaio, como o “Procurador Bully”. Ele denunciou a desproporcionalidade da acusação de Swartz e disse: “A questão que este governo precisa responder é por que foi tão necessário que Aaron Swartz seja rotulado como um” criminoso”. “Para os 18 meses de negociações, que era o que ele não estava disposto a aceitar”. Cory Doctorow, escreveu: “Aaron teve uma combinação imbatível de visão política, habilidade técnica e inteligência sobre as pessoas e os problemas. Eu acho que ele poderia ter revolucionado a política americana (e mundial). Seu legado ainda pode ainda fazê-lo.”

Funeral e Memorial

Serviços funerários de Swartz foram realizados em 15 de janeiro de 2013, na Central Avenue Sinagoga emHighland Park, Illinois. Tim Berners-Lee, co-criador da World Wide Web, entregou um elogio. No mesmo dia, oWall Street Journal publicou uma reportagem baseada em parte em uma entrevista com Stinebrickner-Kauffman. Ela disse ao jornal que Swartz não tinha o dinheiro para pagar por um julgamento e “que era muito difícil para ele… fazer essa parte de sua vida ir ao público” para pedir ajuda. Ele também estava angustiado, ela disse, porque dois de seus amigos tinham acabado de serem intimados e porque ele já não acreditava que o MIT iria tentar parar o processo.

Vários memoriais se seguiram logo depois. Em 19 de janeiro, centenas participaram de um memorial na Cooper Union, os que ‘falaram’ incluiu o Stinebrickner-Kauffman, o defensor da Open Source Doc Searls, do Creative Commons Glenn Otis Brown, jornalista Quinn Norton, Roy Singham da ThoughtWorks, e David Segal do Demand Progress. Em 24 de janeiro, houve um memorial no Internet Archive com ‘falantes’, incluindo Stinebrickner-Kauffman, Alex Stamos, Brewster Kahle e Carl Malamud. Em 4 de fevereiro, um memorial foi realizado na Cannon House Office Building on Capitol Hill; ‘falantes’ deste memorial incluíram o senador Ron Wyden e Darrell Issa e os representantes, Alan Grayson e Jared Polis, e outros legisladores presentes incluíram a senadoraElizabeth Warren e e os representantes Zoe Lofgren e Jan Schakowsky. Um memorial também teve lugar em 12 de março, no MIT Media Lab.

A família de Swartz recomenda o GiveWell para doações em sua memória, uma organização que Swartz admirava, tinha colaborado com e foi o único beneficiário da sua vontade.

Resultado

Respostas da Família e Críticas

“A morte de Aaron não é simplesmente uma tragédia pessoal, é o produto de um sistema de justiça criminal repleto de intimidação e sobrealcance procuradoria. As decisões tomadas por funcionários no escritório de US Attorney o Massachusetts e do MIT contribuiram para sua morte. ” Declaração da família e parceiro de Aaron Swartz.

Em 12 de janeiro, a família e o parceiro de Swartz emitiram uma declaração, criticando os procuradores e o MIT.

Falando no funeral de seu filho, Robert Swartz disse: “Aaron foi morto pelo governo, e o MIT quebrou todos os seus princípios básicos.”

Mitch Kapor postou a declaração no Twitter. Tom Dolan, marido de Carmen Ortiz do U.S. Attorney for Massachusetts, cujo escritório processou o caso de Swartz, respondeu com críticas à família Swartz: “Verdadeiramente incrível que com o óbito de seu próprio filho vocês querem culpar os outros e nem citam os 6 meses oferecidos”. Este comentário desencadeou críticas generalizadas; editor da Esquire, Charlie Pierce respondeu: “a volubilidade com que seu marido e seus defensores atiram fora de uma” mera “seis meses de prisão federal, de baixa segurança ou não, é mais um indício de que algo está seriamente fora de sintonia com a forma de como os nossos procuradores pensam nos dias de hoje.”

Na Imprensa e na Arte

Mural do Aaron Swartz do artista grafiteiro BAMN

The Huffington Post informou que “Ortiz enfrentou reação significativa para a prossecução do processo contra Swartz, incluindo uma petição para a Casa Branca para a demitir.” Outras agências de notícias relataram de forma semelhante.

A agência de notícias Reuters chamou Aaron de “um ícone online” que “ajuda[ou] a fazer uma montanha virtual de informação ser disponível para o público, incluindo o estimado 19 milhões de documentos da Corte Federal.” O Associated Press (AP) noticiou que o caso de Swartz “é um dos destaques da sociedade incerta, evoluindo a vista de como tratar pessoas que invadem sistemas de dados informáticos não para enriquecer-se, mas para torná-lo disponível para os outros”, e que o advogado da JSTOR, o ex-procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, Mary Jo White, pediu ao procurador liderança para retirar as acusações.

Como discutido pelo editor Hrag Vartanian em Hyperallergic, Brooklyn, o muralista de NY BAMN (“By Any Means Necessary”) criou um mural de Swartz. “Swartz era um ser humano incrível que lutou incansavelmente pelo nosso direito a uma Internet livre e aberta”, o artista explicou. “Ele era muito mais do que apenas o ‘cara do Reddit’.”

Gawker observou a extensa cobertura do Ministério Público e do suicídio de Swartz, escrevendo “o suicídio de um gênio dos computadores de 26 anos é do tipo que revistas históricas foram feitas para cobrir. Complexo, mas se envolve instantaneamente, oferecendo uma janela para um mundo incomum.”

Em 2013, Kenneth Goldsmith dedicou sua exibição “Printing out the Internet” para Swartz.

O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz

Em 11 de janeiro de 2014, marcando o primeiro aniversário de sua morte, uma prévia foi libertada do O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz, o documentário é sobre Swartz, NSA e SOPA. O filme foi oficialmente lançado em janeiro de 2014 no Festival de Filmes de Sundance. Democracy Now! cobriu o lançamento do documentário, bem como a vida de Swartz e o caso legal, em uma entrevista extensa com o diretor Brian Knappenberger, pai e irmão de Swartz, e seu advogado. O documentário foi lançado sob uma Licença Creative Commons; que estreou nos cinemas e on-demand em junho 2014.

O Mashable chamou o documentário de “uma poderosa homenagem para Aaron Swartz “. Sua estréia no Festival de Sundance recebeu uma ovação de pé. Impresso pelo Mashable, “Com a ajuda de especialistas, o Menino do Internet faz um argumento claro: Swartz tornou-se injustamente uma vítima dos direitos e liberdades para os quais ele estava lutando.”The Hollywood Reporter descreveu como uma história de “partir o coração” de um “prodígio da tecnologia perseguido pelo governo dos Estados Unidos”, e imperdível “para quem conhece o suficiente para se preocupar com a forma como as leis governam a transferência de informação na era digital”.

 

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  138. Matheson, Whitney. “Internet’s Own Boy: Tech activist’s legacy”, 28 June 2014, p. B8.
  139. ‘The Internet’s Own Boy’ Is a Powerful Homage to Aaron Swartz“, Mashable, January 23, 2014. Página visitada em January 23, 2014.
  140. DeFore, John. “The Internet’s Own Boy: The Story of Aaron Swartz: Sundance Review“, ‘The Hollywood Reporter, January 21, 2014. Página visitada em January 23, 2014.

Referência: Wikipédia

Ciberpunk, Biopunk, Mannerpunk, Splatterpunk, Steampunk, Pós-Ciberpunk…

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Trinta anos atrás ou quase, um sujeito chamado Bruce Bethke escrevia uma história sobre hackers adolescentes e a batizou de ‘Ciberpunk’… de lá para cá, muita coisa aconteceu, livros foram escritos, filmes levaram para a telona (e para as grandes platéias) ideias perturbadoras sobre um futuro distópico tecnológico.

Ciberpunk

União de ‘cibernética’ e ‘punk’, um sub-gênero da Ficção Cientifica com foco em tecnologia avançada, usualmente associada a ruptura da ordem social.

Em um conto ciberpunk encontramos hackers, inteligência artificial e mega-corporações, sendo uma tendência localizar a ação em um futuro próximo.

No meio da década de 80, o ciberpunk se tornou um tópico nos círculos acadêmicos e objeto de estudo e investigação dos pós-modernos, na mesma época, chegou até Hollywood e se estabeleceu como um estilo cinematográfico. Filmes como Blade Runner e Matrix foram concebidos dentro da estética visual apregoada pelo movimento.

No início dos anos 90, seus reflexos já eram visiveis nos games e também na música. Uma larga variedade de escritores inicialmente dentro dos conceitos do ciberpunk, começaram a expandi-lo, gerando outros sub-gêneros como o Steampunk.

O mundo distópico é a antítese às visões utópicas dos anos 40 e 50 (Gibson definiu que o ciberpunk antipatiza com a Ficção Científica utópica, como em ‘The Gernsback Continuum’, onde ele de certa forma, condena a antiga FC).

“Tudo que os cientistas podem fazer a um rato, pode ser feito a um ser humano. E fechar os olhos não vai tornar as coisas mais fáceis. Isso é ciberpunk!” (Bruce Sterling)

Muito da literatura ciberpunk se concentra em ações no espaço virtual, confundindo realidade com virtualidade. Outro aspecto característico é a interface cérebro humano e máquina, através da ciência. O cibermundo é sombrio, redes de computadores dominam todos os aspectos da vida.

Gigantescas corporações tomaram o lugar de governos, economicamente, politicamente e militarmente falando. A batalha contra o autoritarismo é um tema comum na ciberficção em particular, ao invés da FC convencional, onde os estados totalitários tendem a ser estéreis, ordenados e controladores.

Na visão ciberpunk, o hacker é o herói solitário, lutando contra as injustiças do mundo.

Um destes tipos mais significativos é Case, de Neuromancer. Um ‘cowboy de console’, brilhante hacker, que é traido por seus parceiros da organização criminal. Como Case, os protagonistas são manipulados e se encontram em situações onde suas chances de sobreviver são poucas, são anti-heroís, se parecem mais com os detetives de romances, envolvidos em complicados casos e quase sempre terminam sem uma recompensa justa.

Esta ênfase que Thomas Pynchon chamava de ‘preteridos’ e Frank Zappa, ‘os esquecidos pela Grande Sociedade’ , é o elemento punk.

Ciberpunk é uma metáfora dos dias modernos, sobre governos corruptos e mega-impérios financeiros, alienação e subjulgação à tecnologia, expressando um senso de rebelião.

‘O Ciberpunk é a Ficção Científica da contra-cultura.’ (David Brin)

O editor Gardner Dozois é reconhecido como a pessoa que popularizou o termo ‘ciberpunk’.
Entre as obras mais representativas, encontramos ‘Mirrorshades’ de Bruce Sterling, ‘Splendid Chaos’ de John Shirley, ‘Neuromancer’ de William Gibson, ‘Spaceland’ de Rudy Rucker e ‘Metrophage’ de Richard Kadrey.

O escritor David Brin descreveu o ciberpunk como “a mais elaborada campanha de promoção vinculada ao gênero Ficção Científica”.

Aos poucos, estes escritores perceberam que o ciberpunk não era uma revolução, ou algum tipo de filosofia que invadia a FC, mas apenas outro ‘sabor’ da FC.

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Uma combinação de ‘Biologia’ e ‘Punk’, Biopunk é um sub-gênero da Ficção Cientifica que utiliza elementos que vão desde os romances ‘noir’ de detetives ao anime (desenhos animados japoneses).

Descreve a face mais underground da sociedade bio-tecnológica, que começou a surgir na primeira década do século 20.

Ao contrário do ciberpunk, não se interessa por tecnologias de informação, mas por biologia, individuos que são aprimorados, mas não por partes mecânicas, mas por engenharia genética.

Um dos mais proeminentes escritores deste campo é Paul Di Dilippo, famoso pela sua coletânea ‘Ribofunk’, nome retirado de um dos elementos do ARN (ácido ribonucléico).

Os livros de S.Andrew Swann, com sua série ‘Moreau’ são um bom exemplo, onde através da engenharia genética, seus personagens são seres do submundo, na linha detetivesca de Raymond Chandler. O conto ‘Eyes of Heisenberg’ de Frank Herbert trata de cidadãos controlados pelo ‘OPTIMEN’ ou líderes geneticamente elaborados e que vivem centenas de anos.
Os filmes Gattaca, Innerspace e os trabalhos de David Cronenberg (Videodrome) e Koichi Ohata (Genocyber) podem ser exemplos do cinema biopunk.

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Splatterpunk é um neologismo que descreve um sub-gênero da ficção de terror, distinta pela exarcebação da violência.

O termo foi criado pelo crítico de pop-cultura David J.Schow nos meados dos anos 80.

Clive Barker é comumente citado como o escritor mais conhecido por sua série ‘Books of blood’. Outros livros fundamentais são ‘Scream’ de John Skipp e Craig Spector, ‘Pas de Deux’ de Kathe Koja e ‘Darkness divided’ de John Shirley.

As histórias possuem uma caracteristica comum, de serem intensamente perturbantes e as vezes até desagradaveis, diferenciando-se do terror clássico de autores como Stephen King, Dean Koontz e John Saul.

O splatterpunk é mal-comportado, quer chocar, não é complacente às fórmulas financeiramente bem sucedidas e seguras da ficção de terror. Ele é mais influenciado pelos rebeldes e marginais. por mestres do rock-horror como Alice Cooper, o punk rock dos Sex Pistols e filmes como ‘O massacre da serra elétrica’.

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(Steam = Vapor)

Steampunk é um sub-gênero da FC, onde as histórias se passam em um mundo aparentemente alternativo do nosso passado, semelhante historicamente à era Vitoriana.

Como no ciberpunk, a sociedade Steampunk é tipicamente distópica, com elementos noir e da ficção ‘pulp’.

Sociedades secretas e teorias conspiratórias são usualmente apresentadas e ainda podem incluir elementos de fantasia. Frequentemente encontramos o horror lovecraftiano, o oculto e o gótico como influências.

O atual crescimento da popularidade do gênero se deve principalmente aos filmes e revistas em quadrinhos (comics), aos trabalhos de artistas como Hayao Miyazaki e Alan Moore/Kevin o’Neill (League of Extraordinary Gentlemen).

Alguns dos titulos mais conhecidos são: ‘The Difference Engine’ de William Gibson & Bruce Sterling, ‘The Light Ages’ de Ian R. MacLeod, ‘Automated Alice’ de Jeff Noon, ‘Iron Council’ de China Miéville, a série ‘Age of Unreason’ de Gregory Keyes, ‘Homunculus’ de James Blaylock, ‘Anti-Ice’ de Stephen Baxter, ‘Souls in the great machine’, de Sean McMullen, ‘The Anubis Gates’ de Tim Powers e ‘Titus Groan’ de Mervyn Peake

Uma vertente muito comum é o ‘Western Steampunk’, uma cientificação ficcional do western americano, vistos em ‘The Wild Wild West’ e ‘Adventures of Brisco County’. Outra é a Fantasia Steampunk de China Mielville, combinando magia e tecnologia à vapor.


Pós-ciberpunk

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O Pós-ciberpunk, como seu predecessor ciberpunk, se concentra no desenvolvimento tecnológico em um futuro próximo, onde vemos os efeitos da dinamização das telecomunicações, da engenharia genética e da nanotecnologia.

A principal diferença em relação ao ciberpunk, está na atitude dos protagonistas, que defendem a união harmônica (utópica) com a tecnologia.

Exemplos de literatura pós-ciberpunk: ‘Down and Out in the Magic Kingdom’ de Cory Doctorow, ‘Permutation City’ de Greg Egan, ‘Beggars in Spain’ de Nancy Kress, ‘Fairyland’ de Paul J. McAuley, ‘Market Forces’ de Richard K. Morgan, ‘Singularity Sky’ de Charles Stross e a série ‘Otherland’ de Tad Williams.

O termo foi usado pela primeira vez em 1991, para descrever o romance ‘Snow Crash’ de Neal Stephenson. Em 1998, Lawrence Person publicava o artigo chamado ‘Notes toward a postcyberpunk manifesto’ em uma revista de pouca circulação chamada Nova Express, e no ano seguinte o mesmo artigo chegava ao popular site Slashdot. O artigo defendia a necessidade do gênero, assim como o ciberpunk já fora uma resposta à Space-Opera e a FC dos anos 70 e 80.

Fonte: http://capacitorfantastico.blogspot.com.br/2009/05/ciberpunk-biopunk-mannerpunk.html